Sobrou dinheiro e quer metê-lo no empréstimo. O banco faz uma pergunta que decide toda a poupança: reduzir o prazo ou a prestação?
Porque a resposta é quase sempre «prazo»
Os juros incidem sobre o que ainda deve, e por todo o tempo em que o deve. Encurtar o prazo elimina os meses mais caros — os últimos, em que continuaria a pagar juros sobre uma dívida já reduzida.
Baixar a prestação mantém a mesma data final. A dívida também desce, mas fica no empréstimo o mesmo tempo, e o banco cobra por esses meses.
Como isto se traduz
Num crédito habitação de 6,4 milhões a 20 anos com 21 %, mais 10 000 por mês cortam cerca de 8 anos e 8 meses ao prazo e poupam mais de 10 milhões em juros. Os mesmos 10 000 aplicados a baixar a prestação poupam uma fração disso.
Quando baixar a prestação é o certo
Quando o que aperta é o valor mensal e não o total. Se uma prestação menor é a diferença entre aguentar e falhar, aceite-a: uma prestação falhada custa mais do que qualquer otimização.
Duas coisas a verificar no contrato
- Qual a opção por defeito. Muitos bancos aplicam «baixar a prestação» enquanto não pedir outra coisa, porque assim ganham mais.
- Como o reforço é considerado. Alguns bancos só o contam na data da prestação; o dinheiro enviado antes fica parado e não rende nada.
As duas estratégias estão na calculadora de crédito habitação e na calculadora de empréstimos: acrescente uma amortização, alterne entre «reduzir prazo» e «reduzir prestação» e compare os dois totais.